Eu não sei, se pior vai aparecer
Uma vitela, uma parva a valer
Por vezes verde, da cor de um leão
Às vezes laranja, e até mete impressão
Eu não sei, porque tenho que a aturar
Em matemática, está sempre a inventar
Gritos de dor, de uma dor de morrer
Que a Marta também chora
Quando mal a começa a ver
Foram tantas as aulas sem ouvir
Tantos berros da Rosa
E eu sempre a pedir
Cala-te cachopa
Tu vais enfardar
E logo ali eu sei
Tudo o que eu tenho
Tu roubas de mim
Tudo o que me dás
Tu gamas a alguém
Sentada na cadeira, nessa aí à tua beira
Chateias-me a cabeça sempre de tal maneira
Menos, peço-te eu, já estou a enjoar
Pára, cala a boca, deixa-me descansar
Não, dizes tu, continuas a chatear
À batatada pelo chão e tu sempre a falar
É a Teresinha, ou será a São
Psicóticos de mil cores, extasy ou paixão
Hum, longe desse odor, que não me traz saudade
Tenho um dia bom, tenho liberdade
Deixa-me voar, cantar e adormecer

Pedro, desculpa lá qualquer coisinha!
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